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A beleza na comunicação do sagrado

27 de fevereiro de 2026

A beleza na comunicação do sagrado

Para uma boa religião, um bom mistério e o cristianismo não economizou mistérios. O objeto da religião, portanto, é o mistério diante do qual o ser humano tem múltiplas atitudes: estupefação, aproximação, prostração, celebração e contemplação.

Não chegaremos ao seu conhecimento pleno, mas podemos celebrar o mistério.

A liturgia é a ação de um povo reunido na fé, em comunhão com toda a Igreja para celebrar o Mistério Pascal. “Jesus mandou Pedro e João, dizendo: vão, e preparem tudo para celebrarmos a Páscoa” (Lc 22,8).

A Igreja sempre entendeu dirigida a si esta ordem de Jesus. Portanto, é tarefa nossa, preparar as pessoas, os lugares, os ritos e os textos para a celebração da Eucaristia.

A Sacrosanctum Concilium assevera: “O nosso Salvador, na última Ceia, instituiu o sacrifício eucarístico do seu Corpo e Sangue para perpetuar o sacrifício da cruz até sua volta, confiando à Igreja, o memorial de sua morte e ressurreição” (SC n.47).

“A celebração da Eucaristia é o centro de toda a vida cristã. Nela se encontra o ápice da ação pela qual Deus santifica o mundo e os humanos oferecem louvores ao Pai, pelo Cristo no Espírito Santo” (SC n. 10).

“As demais ações sagradas e todas as atividades da vida cristã a ela estão ligadas, dela decorrendo ou a ela sendo ordenadas” (SC n.40).

Quanto à pergunta onde celebrar, surge a necessidade de se repensar o espaço celebrativo. Aí, então, é válida a sabia indicação: A beleza combina com a sobriedade, a sinceridade e a simplicidade, “que a arte do sagrado cristão resplandeça de nobre beleza mais do que mera suntuosidade” (SC n.124).

Do mesmo modo, diga-se dos paramentos: “convém que a beleza e nobreza de cada vestimenta decorram não tanto da multiplicidade de ornatos, mas da simplicidade que contribuem para a beleza da ação sagrada” (Doc. CNBB 108, n.127). Os paramentos, através de suas formas, das cores litúrgicas, da qualidade dos tecidos, da riqueza dos símbolos ali impressos em desenhos e discretos bordados, se tornam uma linguagem que se comunica com os fiéis que participam da celebração.

Os paramentos não podem ser apenas bonitos, mas devem se fundamentar na Sagrada Escritura, nas tradições patrísticas e litúrgicas da Igreja Católica.

Por ocasião da JMJ 2013, o Papa Francisco manifestou o desejo de celebrar, no Santuário Nacional de Aparecida, a missa de abertura do evento.

Os paramentos para essa ocasião? A Arquidiocese de Aparecida e o Santuário foram socorridos pela Diocese de Colatina que teve o privilégio de oferecer as 500 peças da marca Cordis para todos os celebrantes e concelebrantes.

Com as idas e vindas a Aparecida, criou-se um bom relacionamento com o Santuário Nacional. Isso facilitou a decisão de investir em uma grande loja num local privilegiado chamado “Cidade do Romeiro”, assim como num centro de distribuição como apoio logístico no recebimento e expedição de mercadoria. Cordis se estabeleceu, então, no estado de São Paulo, mais precisamente no Vale do Rio Paraíba, cidade de Aparecida. Na inauguração dessa loja, assim se expressou o Reitor do Santuário Nacional para justificar a presença da Cordis em Aparecida: “Cordis é um serviço litúrgico que o Santuário oferece aos romeiros”!

A CNBB contratou Cordis para projetar e confeccionar os paramentos para sua sede em Brasília. Do mesmo modo, muitas dioceses, ordens e congregações religiosas, por ocasião de datas significativas e comemorativas, também querem vestir paramentos exclusivos projetados e confeccionados por Cordis.

Onde são confeccionados esses paramentos? Cordis indústria de confecções situa-se na cidade de Colatina no noroeste do estado do Espírito Santo, às margens do Rio Doce a 120 Km da capital, Vitória.

A cada ano são lançados dois catálogos com sugestões atualizadas para as duas mais importantes solenidades do Ano Litúrgico: Quaresma/Páscoa e Advento/Natal. Na contracapa encontra-se sempre uma belíssima introdução que o bispo emérito de Colatina, Dom Décio Sossai Zandonade, enriquece, com sua alma poética, aquele Tempo Litúrgico contemplado no catálogo.

Cordis nasceu como livraria ao mesmo tempo que era instalada a Diocese de Colatina à qual pertence.

Cordis não é apenas uma atividade comercial, mas, sobretudo, um serviço pastoral e litúrgico à Igreja.  A participação em eventos nas dioceses, exposição em cursos e reuniões do clero, exposição em feiras, presença nas Assembleias Gerais da CNBB e nos encontros nacionais dos presbíteros outros congressos voltados para as atividades pastorais e administrativas da Igreja, nos aproxima do clero e dos leigos que têm o mesmo ideal: SERVIR!


Pe. Ernandes Samuel Fantin
Coordenador da comissão diocesana de arte sacra e bens culturais da Diocese de Colatina (ES)